ENFIM, SÓS
10 Outubro, 2008
Ufa, terminou ontem a maratona da Mostra do Cinema Japonês. Participar de um evento como este é algo bastante gratificante, como você deve imaginar, mas tem hora que dá vontade de ficar do outro lado, o do público, ou seja, aproveitar ao máximo as exibições, os eventos e as discussões cinéfilas do lado de fora das salas. Claro que sempre sobra um tempinho pra aproveitar a Mostra, mas geralmente são tantos os imprevistos e os problemas que acabam sobrando para cada membro da equipe. Enfim, o saldo é mais do que positivo. Agora é contabilizar o público, prestar as contas e partir para a próxima. Ah, e claro, comemorar, algo que farei hoje num restaurante junto com o resto da equipe (da esquerda pra direita): Maurilio, Adilson, Adriana, eu, Pedrinho, Warley, Kobayashinho (de boné), Pablo, Pedro e Livia.
Masahiro Kobayashi, aliás, está aqui representando os convidados maravilhosos que tivemos o prazer de receber. Luiz Carlos Merten, João Luiz Vieira, Heitor Capuzzo, Rubens Ewald Filho, Cássio Starling Carlos, Helder Quiroga, Sânzio Cânfora, Sergio Alpendre, Jo Takahashi, todos exemplos máximos de cinefilia e comprometimento com a arte.
Com isso, fiquei meio que distante aqui do Gabinete, onde estava mantendo minha meta de postar resenhas de DVDs com certa frequência, algo que irei retomar a partir de hoje, sempre com a opção de link direto com o Submarino, onde você pode consultar os preços e até mesmo adquirir seus títulos. Enfim, sós…
MOSTRA JAPONESA: QUINTO DIA
7 Outubro, 2008
Três filmes do homenagenado Masahiro Kobayashi, o Kobayashinho, aportam hoje na programação da Mostra: FILME PIRATA, HOMEM ANDANDO NA NEVE e DESONRA apresentam um rigor crescente na busca por um estilo próprio, ainda que calcado em Bresson, um dos ídolos do diretor, que culminaria em O RENASCIMENTO, já exibido no evento. Já GLÓRIA AO CINEASTA mostra Takeshi Kitano em modo comédia do absurdo e, por isso mesmo, atirando para todos os lados e acertando algumas vezes.
Na retrospectiva, teremos A ENGUIA, filme que deu a Shohei Imamura sua segunda Palma de Ouro em Cannes, após aquela recebida pelo maravilhoso A BALADA DE NARAYAMA. A ENGUIA é um filme bem mais denso e duro, mas igualmente imperdível. A comédia TAMPOPO é outro destaque da retrospectiva. Já entre os clássicos do dia, destaco A MÚSICA DE GION, apresentado em uma ótima cópia restaurada em 35mm. Mizogushi disseca no filme o cotidiano das gueixas, de uma forma nunca feita antes ou depois (e olha que o próprio cineasta realizou outra versão da obra nos anos 30).
- SALA 1
14:45 – GLÓRIA AO CINEASTA
16:45 – HOMEM ANDANDO NA NEVE
19:00 – FILME PIRATA
21:00 – GLÓRIA AO CINEASTA - SALA 2
14:15 – A ENGUIA
16:40 – DESONRA
19:10 – TAMPOPO – OS BRUTOS TAMBÉM COMEM SPAGHETTI
21:30 – DESONRA - SALA 3
14:40 – A LUTA SOLITÁRIA
17:00 – A MÚSICA DE GION
19:15 – TABU
21:15 – CASTELO DE AREIA
MOSTRA JAPONESA: QUARTO DIA
6 Outubro, 2008
Mais um dia intenso na Mostra. Principalmente considerando que foi também domingo de eleição, que teve resultados surpreendentes em várias capitais, incluindo BH. A mesa sobre Estética no Cinema Nipônico foi bem legal, e aqui o crédito fica para os participantes Cássio Starling Carlos e Sânzio Cânfora e pela boa resposta do público. Já o grande João Luiz Vieira fechou os eventos do dia com sua agradável e informativa palestra, que abordou tanto sua relação pessoal com o cinema japonês quanto sua leitura sobre a produção contemporânea. Muito bom!
Alguns dos filmes apresentados ontem terão reprise hoje e por isso não deixem de ver o tocante TOKYO SONATA, do badalado Kiyoshi Kurosawa, que poderia muito bem se chamar O RENASCIMENTO, caso já não houvesse outro filme na Mostra com este nome. Tora-San marca presença com TORA-SAN VAI AO NORTE, de Yoji Yamada, homenageado da Mostra ao lado de Kobayashinho. Takeshi Kitano tem seu momento OITO E MEIO com GLÓRIA AO CINEASTA, onde trânsita entre suas vertentes cômicas (lembranças de Beat Takeshi) e gangsteristas (existe essa palavra?). SAD VACATION, que marcou presença no Festival de Toronto este ano, é outro destaque entre os filmes contemporâneos.
Quem prefere dar uma espiada no passado, não deve perder de forma alguma JUVENTUDE SEM ARREPENDIMENTO, um raríssimo Akira Kurosawa de sua fase pré-RASHOMON, e nem A ROTINA TEM SEU ENCANTO, de Yazujiro Ozu. TAMPOPO e ESCOLA DO RISO, apesar de não tão antigos, são boas atrações da retrospectiva.
- SALA 1
14:45 – TORA-SAN VAI AO NORTE
16:45 – GLÓRIA AO CINEASTA
19:00 – TORA-SAN VAI AO NORTE
21:00 – GLÓRIA AO CINEASTA - SALA 2
14:15 – TOKYO SONATA
16:40 – SAD VACATION
19:10 – TOKYO SONATA
21:30 – SAD VACATION - SALA 3
14:40 – JUVENTUDE SEM ARREPENDIMENTO
16:50 – TAMPOPO – OS BRUTOS TAMBÉM COMEM SPAGHETTI
19:00 – ESCOLA DO RISO
21:15 – A ROTINA TEM SEU ENCANTO
A programação completa da Mostra do Cinema Japonês pode ser conferida aqui.
MOSTRA JAPONESA: TERCEIRO DIA
5 Outubro, 2008
Ontem foi um dia cheio na Mostra: a exibição de GAIJIN, com apresentação de Jo Takahashi, diretor da Fundação Japão, uma mesa redonda bem bacana com meu querido Heitor Capuzzo, com Helder Quiroga e com o gentil João Luiz Vieira, a quem não conhecia pessoalmente mas com quem não poderia ter simpatizado mais. A mesa abordou as influências mútuas entre cinema ocidental e oriental, algo que João Luiz promete abordar também em sua palestra que acontece hoje às 19:30. À noite, aconteceu a palestra de Rubens Ewald Filho, mediada pelo Pablo Villaça, a quem o próprio Rubens, às gargalhadas, confessou ter transformado deliberadamente em saco de pancadas. Saímos todos para jantar após a palestra, João Luiz, Heitor, Pablo, Rubens, Lívia (produtora da Mostra) e eu. E como sempre acontece nessas situações, falamos todo tipo de bobagem e papo de cinema.
Hoje acontece outra mesa, esta sobre Estética no Cinema Nipônico, com a participação de Luiz Nazario, Cássio Starling Carlos, Marcelo Castilho Avellar e Sânzio Cânfora. E à noite, a palestra imperdível da sumidade João Luiz Vieira, seguida da exibição do raro FILHO ÚNICO (1936) de Yazujiro Ozu. Quem procura por filmes contemporâneos, não vai se decepcionar: GLÓRIA AO CINEASTA de Takeshi Kitano, SAD VACATION de Shinji Aoyama, TOKYO SONATA de Kiyoshi Kurosawa e o ótimo NA HORA DE FECHAR, filme de estréia do Kobayashinho, que desfila todo seu amor por Truffaut e outros cineastas em um estilo que deve muito ao humor deadpan de Jim Jarmurch. Ou seja, bem diferente do rigoroso e impressionante O RENASCIMENTO, o último filme do cineasta, exibido na sexta e ontem na Mostra.
Molecada de todas as idades poderão rever O CASTELO ANIMADO de Miyazaki. Pra finalizar, TORA-SAN VAI AO NORTE, mais um capítulo da longuíssima série (48 filmes!) É TRISTE SER HOMEM.
Quem compareceu na Mostra ontem tentando conferir SUKIYAKI WESTERN DJANGO e AQUILES E A TARTARUGA ficou de mãos abanando, já que as cópias não foram liberadas da alfândega a tempo de chegarem a BH. Estamos tentando trazê-las ao longo da semana, para não privar o público de conferir estes filmes tão aguardados.
- SALA 1
14:45 – GLÓRIA AO CINEASTA
16:45 – TORA-SAN VAI AO NORTE
19:00 – GLÓRIA AO CINEASTA
21:00 – TORA-SAN VAI AO NORTE - SALA 2
14:15 – NA HORA DE FECHAR
16:30 – TOKYO SONATA
18:50 – SAD VACATION
21:30 – NA HORA DE FECHAR - SALA 3
14:00 – O CASTELO ANIMADO
16:15 – Mesa Redonda: ESTÉTICA NO CINEMA NIPÔNICO com Luiz Nazario, Cássio Starling Carlos, Marcello Castilho Avellar e Sânzio Cânfora
19:30 – Master Class com João Luiz Vieira
21:30 – FILHO ÚNICO
A programação completa da Mostra pode ser conferida aqui.
MOSTRA JAPONESA: SEGUNDO DIA
4 Outubro, 2008
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao carinho do Merten, que esteve em BH ontem especialmente para a Mostra, abandonando por um dia seus afazeres no Festival do Rio. Merten, sempre aquela figura querida e apaixonada pelo cinema, ajudou a abrilhantar a Master Class com Masahiro Kobayashi (na foto acima). Obrigado, Merten!
Kobayashi, aliás, deu até uma palhinha no final, cantando duas de suas canções – inclusive a que fecha seu O RENASCIMENTO (que ganha última exibição na cidade hoje) ao lado de Celso Adolfo. Quem perdeu, pode se martirizar.
A boa de hoje é exatamente a chance única de conferir AQUILES E A TARTARUGA, filme mais recente de Takashi Kitano, exibido no último Festival de Veneza. Tanto ele quanto SUKIYAKI WESTERN DJANGO ficaram presos na alfândega, e a demora na liberação impediu suas exibições programadas para ontem. Chega hoje a BH o crítico-celebridade Rubens Ewald Filho, que dará uma concorrida Master Class. Acontecerão também as últimas exibições de TORA-SAN REENCONTRA LILY, AMOR E HONRA e KABEI, todos de Yoji Yamada, além da de M – VIDAS DUPLAS. E na sessão das sete, acontece a exibição de OBRIGADO PAPAI ISHII, um filme inédito em todo o mundo e que ganha sua grande premiére na Mostra. Como pode ver, a programação de hoje está imperdível. Impossível é achar tempo para conferir tudo, mas isso faz parte da beleza da Mostra, certo?
- SALA 1
14:45 – O RENASCIMENTO
16:45 – SUKIYAKI WESTERN DJANGO
19:00 – TORA-SAN REENCONTRA LILY
21:00 – SUKIYAKI WESTERN DJANGO
- SALA 2
14:00 – M – VIDAS DUPLAS
16:40 – KABEI -NOSSA MÃE
19:10 – AQUILES E A TARTARUGA
21:30 – AMOR E HONRA
- SALA 3
14:15 – GAIJIN – CAMINHOS DA LIBERDADE com apresentação de Jo Takahashi
17:00 – Mesa: INFLUÊNCIAS ENTRE CINEMA OCIDENTAL E ORIENTAL com Heitor Capuzzo, João Luiz Vieira e Helder Quiroga
19:00 – OBRIGADO PAPAI ISHII
21:15 – Master Class com Rubens Ewald Filho
CINEMA JAPONÊS APORTA HOJE EM BH
3 Outubro, 2008
Pois é, estou sumido mesmo aqui do blog, mas o motivo é digno. É que nas últimas semanas estive praticamente por conta dos preparativos da Mostra do Cinema Japonês, que começa hoje, finalmente, no Usiminas Belas Artes em BH. Quem dera eu tivesse a disposição do meu colega Pablo Villaça que ainda encontra tempo para escrever diariamente no site e no blog dele. De qualquer forma, vou tentar me atualizar aos poucos, começando pela postagem da programação de hoje, da qual destacoa Master Class com o grande Kobayashinho, que enfrentou uma viagem de 40 horas do Japão para o Brasil e mais uma espera de 4 horas no aeroporto do Rio para embarcar para BH ontem. Ou seja, conheceu a fundo o Brasil e ainda manteve o bom humor e a serenidade. Além de filmes novos de Miike, Yamada e do Kobayashinho, a programação de hoje esconde uma gema que periga ficar injustamente eclipsada: o belo A MÚSICA DE GION, de Kenji Mizogushi, que disseca como nenhum outro o universo das gueixas. Produzido nos anos 50, só torna mais constrangedor o já combalido MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA. Fica aí a dica! Aproveitem o evento, enquanto lá vou eu tomar mais um chá de aeroporto e tentar liberar dois filmes que estão presos na alfândega, simplesmente porque as notas fiscais estão em japonês!
SALA 1
14h45 – SUKIYAKI WESTERN DJANGO
17h – TORA-SAN REENCONTRA LILY
19h – O RENASCIMENTO
21h – Master Class com Masahiro Kobayashi e apresentação de Luiz Carlos Merten
SALA 2
14h15 – KABEI – NOSSA MÃE
16h50 – AQUILES E A TARTARUGA
19h10 – AMOR E HONRA
21h30 – M – VIDAS DUPLAS
SALA 3
14H40 – O FERRÃO DA MORTE
17h – TÓQUIO PORRADA
19h15 – A MÚSICA DE GION
21h15 – MEUS FILHOS
A programação completa da Mostra você encontra no site oficial.
UNIVERSAL FORA DE TINTIM
17 Setembro, 2008
A princípio, uma trilogia de aventura que será comandada por Steven Spielberg e Peter Jackson, baseada num personagem famoso no mundo inteiro seria uma barbada, certo? Certo?
Não para a Universal, que decidiu não mais bancar o projeto. Cara, realmente não sei o que passa na cabeça desses executivos…
Nunca li nem um álbum do Tintim, apesar de terem todos os elementos que me atraem desde a infância: caça a tesouros, aventuras ao redor do mundo… Por qual motivo então estou esperando pra conhecer a série (tirando, é claro, o preço puxado dos álbuns)? Conclusão: sou tão mongol quanto os executivos da Universal.
KOBAYASHI EM BH!
17 Setembro, 2008
Pessoal, reproduzo aqui novo release da MOSTRA DO CINEMA JAPONÊS, encaminhado hoje para a imprensa nacional:
MOSTRA TRAZ A BH UM DOS GRANDES NOMES DO CINEMA JAPONÊS CONTEMPORÂNEO
O cineasta Masahiro Kobayashi confirmou sua presença na cerimônia de abertura da Mostra do Cinema Japonês, que acontece de 02 a 09 de outubro no Usiminas Belas Artes.
Kobayashi é um dos grandes nomes do cinema japonês contemporâneo e estará presente em Belo Horizonte para acompanhar uma retrospectiva de sua carreira. O cineasta é autor de obras como DESONRA (BASHING, 2005), seu único filme distríbuido comercialmente no Brasil e que integrou a Mostra Competitiva do Festival de Cannes, e THE REBIRTH (2007), seu longa mais recente, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno no ano passado.
A Mostra do Cinema Japonês comemorará o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil trazendo para Belo Horizonte cerca de 40 filmes, entre longas inéditos no Brasil e clássicos da cinematografia nipônica. Mesas redondas, aulas magnas e uma oficina de animação também farão parte desta grande festa do cinema.
Todas as sessões e atividades terão entrada franca.
A Mostra do Cinema Japonês é uma realização dos Cinemas Embracine com patrocínio da Usiminas.
QUEM O BRASIL COLOCOU NA CORRIDA DO OSCAR
16 Setembro, 2008
ÚLTIMA PARADA 174, novo filme de Bruno Barreto que ficcionaliza os eventos retratados em ÔNIBUS 174 de José Padilha, foi o filme escolhido pela comissão do Minc para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de Filme Estrangeiro. Bruno Barreto já esteve no páreo uma vez com O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? em 1997, além de ser responsável pelo recordista de público do cinema brasileiro, DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (1976), que atualmente está no teatro com a deliciosa Carol Castro no papel que consagrou internacionalmente Sonia Braga. Mas o Bruno Barreto que eu gosto é o de ROMANCE DA EMPREGADA (1987), do qual tenho uma boa lembrança, e o de ATOS DE AMOR (1996), que ele rodou nos EUA com Dennis Hopper, Amy Irving e Amy Locane, que faz uma das ninfetas mais tesudas do cinema. É um filme muito bonito e maduro, algo que Bruno jamais chegou a repetir. Pelo menos até agora. Vamos ver ÚLTIMA PARADA 174 (que nome ruim, aliás), que estréia no circuito no dia 24 de outubro, mas que tem a honra de abrir o Festival do Rio no dia 25 deste mês.
FESTIVAL DO RIO
16 Setembro, 2008
Começa no dia 25 a peregrinação dos cinéfilos pátrios pela série de festivais da temporada, com a abertura do Festival do Rio. Na semana seguinte, tem início a Mostra do Cinema Japonês em BH, da qual faço parte da curadoria. Sete dias depois começa, também em BH, o Indie 2008, seguido pela Mostra de SP. Ou seja, é filme pra dar e vender. Dito isso, o Festival do Rio divulgou pela manhã a lista de filmes que serão exibidos nesta edição, que você confere logo abaixo:
PANORAMA
- Bam gua nat (Night and Day), de Hong Sang-soo (Coréia do Sul)
- Birdwatchers, de Marco Bechis (Brasil-Itália)
- Caos Calmo, de Antonio Luigi Grimaldi (Itália)
- Heya fawda (Chaos), de Youssef Chahine, Khaled Youssef (França)
- Gomorrah, de Matteo Garrone (Itália)
- Il Divo, de Paolo Sorrentino (Itália)
- Katyn, de Andrzej Wajda (Polônia)
- La Frontière de L’Aube, de Philippe Garrel (França)
- Paris, de Cédric Klapisch (França)
- Rachel Getting Married, de Jonathan Demme (EUA)
- Standard Operating Procedure, de Errol Morris (EUA)
- Synecdoche, New York, de Charlie Kaufman (EUA)
- Four Nights with Anna, de Jerzy Skolimowski (Polônia)
- Un secret, de Claude Miller (França)
- Alexandra, de Alexander Sokurov (Rússia)
- Les Amours d’Astrée et de Céladon, de Eric Rohmer (França)
- Plus tard, tu comprendras…, de Amos Gitaï (França)
- Julia, de Erick Zonca (França)
- Om Shanti Om, de Farah Khan (Índia)
- Transsiberian, de Brad Anderson (Espanha)
- Love Comes Lately, de Jan Schütte (Alemanha)
- Wu Yong (Useless), de Jia Zhang-Ke (China)
- Miryang (Secret Sunshine), de Lee Chang-Dong (Coréia do Sul)
- Delta, de Kornél Mundruczó (Hungria)
- Wolke 9, de Andreas Dresen (Alemanha)
- Sanguepazzo, de Marco Tullio Giordana (Itália)
- O’Horten, de Bent Hamer (Noruega)
- I.O.U.S.A., de Patrick Creadon (EUA)
- Elegy, de Isabel Coixet (EUA)
- RocknRolla, de Guy Ritchie (Reino Unido)
- Nights in Rodanthe, de George C. Wolfe (EUA)
- Choke, de Clark Gregg (EUA)
- Julgamento, de Leonel Vieira (Portugal)
- Un Giorno Perfetto, de Ferzan Ozpetek (Itália)
- Disgrace, de Steve Jacobs (Austrália)
- The Visitor, de Tom McCarthy (EUA)
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EXPECTATIVA
- Aquele querido mês de agosto, de Miguel Gomes
- Ballast, de Lance Hammer
- Boogie, de Radu Muntean
- Buddha Collapsed Out of Shame, de Hana Makhmalbaf
- En La Ciudad de Sylvia, de José Luis Guerin
- Frozen River, de Courtney Hunt
- Foul Gesture, de Itshak ‘Tzahi’ Grad
- I am Because we are, de Nathan Rissman
- Involuntary, de Ruben Ostlund
- Mermaid, de Anna Melikyan
- The Wackness, de Jonathan Levine
- A Simple Heart, de Marion Laine
- Soi Cowboy, de Thomas Clay
- Son of a Lion, de Benjamin Gilmour
- Taken, de Pierre Morel
- The Caller, de Richard Ledes
- The guitar, de Amy Redford
- Walt & El Grupo, de TheodoreThomas
- Wonderful Town, de Aditya Assarat
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FOCO UK
- And when did you last see your father?, de Anand Tucker
- With Gilbert & George, de Julian Cole
- Derek, de Isaac Julien
- In Bruges, de Martin McDonagh
- Man on Wire, de James Marsh
- Hunger, de Steve McQueen
- A very British Gangster, de Donal MacIntyre
- Good, de Vicente Amorim
- Battle for Haditha, de Nick Broomfield
- Of Time and the City, de Terence Davies
- Easy Virtue, de Stephan Elliott
- The Duchess, de Saul Dibb
- Brick Lane, de Sarah Gavron
- The boy in the striped pyjamas, de Mark Herman
- Skin, de Anthony Fabian
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MIDNIGHT MOVIES
- Black House (Geomeun jib), de Shin Terra (Coréia do Sul)
- Filth and Wisdom, de Madonna (Reino Unido)
- A Complete History of My Sexual Failures, de Chris Waitt (Reino Unido)
- Surveillance, de Jennifer Lynch (EUA-Alemanha)
- The Good, The Bad, The Weird, de Kim Jee-Woon (Coréia do Sul)
- Bigger, Stronger, Faster*, de Christopher Bell (EUA)
- Pineapple Express, de David Gordon Green (EUA)
- Canção de Baal, de Helena Ignez (Brasil)
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MUNDO GAY
- Dream Boy, de James Bolton (EUA)
- The Amazing Truth About Queen Raquela, de Olaf de Fleur Johannesson (Islândia)
- The Living End: Remixed and Remastered, de Gregg Araki (EUA)
- Tanaz Eshaghian (Be Like Others), de Tanaz Eshaghian (Canadá)
- Quemar las naves, de Francisco Franco-Alba (México)
- Dream Boy, de James Bolton (EUA)
- Improvvisamente, l’inverno scorso (Suddenly, Last Winter), de Gustav Hofer, Luca Ragazzi (Itália)
- Clandestinos, de Antonio Hens (Espanha)
- For The Bible Tells Me So, de Daniel Karslake (EUA)
- Bi the Way, de Brittany Blockman, Josephine Decker (EUA)
- Rainhas, de Fernanda Tornaghi, Ricardo Bruno (Brasil)
- Le nouveau monde (The New World), de Etienne Dhaene (França)
- Chris & Don. A Love Story, de Tina Mascara, Guido Santi (EUA)
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PREMIÈRE LATINA
- Año uña, de Jonás Cuarón
- Desierto Adentro, de Rodrigo Plá
- El Nido Vacio, de Daniel Burman
- Heridas, de Roberto Flores
- La buena vida, de Andrés Wood
- La leonera, de Pablo Trapero
- La mujer sin Cabeza, de Lucrecia Martel
- La Rabia, de Albertina Carri
- La Sangre Brota, de Pablo Fendrik
- Liverpool, de Lisandro Alonso
- Los Bastardos, de Amat Escalante
- Sleep Dealer, de Alex Rivera
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MOSTRA GERAÇÃO
- Covardes, de José Corbacho e Juan Cruz (Espanha)
- Somos Todos Diferentes, de Aamir Khan (Índia)
- Borboletas, de Kjell-Ake Andersson (Suécia)
- A Substituta, de Ole Bornedal (Dinamarca)
- O Pequeno Traidor, de Lynn Roth (Israel)
- O Prêmio, de Gholam-Reza Ramezani (Irã)
- 5 centímetros por segundo, de Makoto Shinkai (Japão)
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FRONTEIRAS
- The Art Star and The Sudanese Twins, de Pietra Brettkelly (Nova Zelândia)
- Laji’oun mada el hayat (Refugees for life), de Hady Zaccak (Emirados Árabes Unidos)
- Seaview, de Nicky Gogan, Paul Rowley (Irlanda)
- Life After The Fall, de Kasim Abid (Reino Unido)
- Mazare Mariya (Maria’s Grotto), de Buthina Canaan Khoury (Palestina)
- Sozdar, zij die haar belofte nakomt (Sozdar, she who lives her promise), de Annegriet Wietsma (Holanda)
- Double Exposure, de Ruanne Abou-Rahme (Reino Unido/Palestina)
- Flying on One Engine, de Joshua Z. Weinstein (EUA)
- Prestes Maia – Freiheit in Beton (Prestes Maia – Freedom in Concrete), de Jonas Ginter, Levin Peter, Ira Wilke (Alemanha)
- Ishumars, les Rockers Oubliés du Désert, de François Bergeron (França)
- Après la guerre, c’est toujours la guerre…, de Samir Abdallah (Líbano)
- A candle for the Shabandar Cafe, de Emad Ali (Iraque)
- A stranger in his own country, de Hassanain al Hani (Iraque)
- Leaving, de Bahram Al Zuhairi (Iraque)
- Dr Nabil, de Ahmed Jabbar (Iraque)
- Documentary Film Course march 2006, de Ahmed Kamal (Iraque)
- Esse homem vai morrer – um faroeste caboclo, de Emilio Gallo (Brasil)
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DOX
- Victoire Terminus, de Renaud Barret, Florent de la Tullaye (França)
- Darling! The Pieter-Dirk Uys Story, de Julian Shaw (Austrália)
- Trouble The Water, de Tia Lessin, Carl Deal (EUA)
- Durakovo: Village des fous (Durakovo: Village of Fools), de Nino Kirtadze (França)
- Secrecy, de Peter Galison, Robb Moss (EUA)
- C’est dur d’être aimé par des cons (It’s Hard Being Loved By Jerks), de Daniel Leconte (França)
- They killed Sister Dorothy, de Daniel Junge (EUA)
- Orgasmic Birth, de Debra Pascali-Bonaro (EUA)
- Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson, de Alex Gibney (EUA)
- La Mère (The Mother), de Antoine Cattin, Pavel Kostomarov (Suíça)
- Faubourg Tremé: The Untold Story of Black New Orleans, de Dawn Logsdon, Lolis Eric Elie (EUA)
- Une Affaire de Negres, de Osvalde Lewat-Hallade (França)
- Lucio, de Aitor Arregi, Jose Mari Goenaga (Espanha)
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TRIBUTO AO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA
- Sukiyaki Western Django, Takashi Miike (Japão)
- Sad Vacation (Saddo Bakeshon), Shinji Aoyama (Japão)
- The Rebirth (Ai no Yokan), Masahiro Kobayashi (Japão)
- Tokyo Sonata, Kiyoshi Kurosawa (Japão)
- Ponyo on the Cliff by the Sea (Gake no ue no Poniyo), Hayao Miyazaki (Japão)
- Achilles and the Tortoise (Akires to Kame), Takeshi Kitano (Japão)
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MOSTRA MIDNIGHT ESPECIAL – ÍCONES DA MÚSICA:
- CSNY: Deja Vu, de Bernard Shakey
- Café de los maestros, de Miguel Kohan
- Patti Smith: Dream of Life, de Steven Sebring
- Anita O’Day: The life of a Jazz Singer, de Robbie Cavolina, Ian McCrudden
- Africa Unite, de Stephanie Black
- Celia The Queen, de Joe Cardona, Mario de Varona
- Glass: A Portrait of Philip in Twelve Parts, de Scott Hicks
- Joe Strummer: The Future Is Unwritten, de Julien Temple
- Wild Combination: A Portrait of Arthur Russell, de Matt Wolf

