NOVO ENDEREÇO, FINALMENTE!
5 Dezembro, 2008
É isso aí, pessoal! Após essa demora homérica, inauguramos essa semana o novo endereço do GABINETE! Agora estamos hospedados dentro do portal do CINEMA EM CENA, aceitando um convite muito gentil do amigo Pablo Villaça, editor do portal. Basta clicar aqui para ser encaminhado para o novo GABINETE e salvar nos seus favoritos (espero!). Nos vemos lá!
SUMIÇO COM DESCULPA
27 Outubro, 2008
Meu caro amigo, sei que desapareci, mas não é por preguiça ou por falta de assunto. Nas últimas semanas, estive preparando a mudança de endereço para outro servidor, importando o conteúdo já presente aqui. Em breve posto aqui o novo lar do Gabinete. Só posso adiantar que todos tem a ganhar com a mudança – você, eu e o Gabinete. Por enquanto, me dê um pouco de paciência e compreensão.
UM DIA SEM MEXICANOS
15 Outubro, 2008
Sátira óbvia sobre a maciça presença latina na Califórnia e o preconceito resultante pelas classes dominantes. O que aconteceria se um dia todos os mexicanos em Los Angeles desaparecessem? Este é o mote de UM DIA SEM MEXICANOS (A DAY WITHOUT A MEXICAN/UN DIA SIN MEXICANOS, EUA/México/Espanha, 2004, Europa), que investiga em tom debochado o caos – principalmente econômico – consequência do sumiço. A culpa para o desaparecimento parece ser de uma estranha névoa que cerca a cidade. O formato narrativo é de programa de TV, mas nem isso o filme respeita bem. A realização é por vezes amadora, e as piadas que se sobressaem podem até garantir o entretenimento. Mas lá pelas tantas o que começou como comédia fica cada vez mais parecido com novela mexicana, com sua cota de sentimentalismo e reviravoltas extravagantes. O diretor Sergio Arau era cartunista político antes de embarcar no cinema. Realizado em vídeo, não ajuda o DVD contar com imagem abaixo da média. Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado.
IMPÉRIO DO PAVOR
15 Outubro, 2008
Logo após a Guerra Civil, dois irmãos confederados retornam ao lar de seus pais. Enquanto o caçula (um jovem Rock Hudson) se contenta com a vida simples do campo, o mais velho (o ótimo Robert Ryan) ambiciona poder e fortuna. O diretor Budd Boetticher, um especialista em westerns baratos e de qualidade, extrai da trama simples de IMPÉRIO DO PAVOR (HORIZONS WEST, EUA, 1952, Universal/Classicline) um poderoso relato sobre a corrupção do poder. O roteiro foge de alguns clichês óbvios, como atribuir a culpa pela ambição do protagonista à sua relação com a femme fatale vivida por Julie Adams, uma contratada da Universal que faria fama nadando ao lado do MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954). A primeira metade, que mostra a ascensão de Ryan, é melhor. A segunda é mais corrida, e por isso, prejudicada. Boa cópia, tirada de uma cópia licenciada pela própria Universal, mas sem extras.
MORRER OU VIVER / MORRER OU VIVER 2
14 Outubro, 2008
Fazer um programa duplo com MORRER OU VIVER (D.O.A./DEAD OR ALIVE - HANZAISHA, Japão, 1999) e MORRER OU VIVER 2 (DEAD OR ALIVE 2 – TOBOSHA, Japão, 2000), lançados no Brasil diretamente em DVD pela Europa, é uma boa oportunidade de conhecer o trabalho de Takashi Miike, um dos cineastas mais prolíficos, instigantes e influentes a atravessar o Pacífico nos últimos 10 anos. A ultra-violência, o humor negro, a perversão, a lógica de cartoon e a falta de respeito com as convenções dramáticas são características que fizeram a cabeça de cineastas ocidentais como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez e Eli Roth. Este último até incluiu uma ponta de Miike como um cliente satisfeito da sessão de torturas que é O ALBERGUE. Já Tarantino fez o caminho e inverso e trabalha como ator em SUKIYAKI WESTERN DJANGO.
Pela receita, percebe-se que o cinema de Takashi Miike não é para todos os gostos. Mesmo que a violência seja menos perturbadora e mais anárquica, com um pé nos desenhos animados de Tex Avery, a busca do cineasta pela diversão através do choque fere qualquer convenção e abandona todas as noções de bom gosto. É impressionante também como o cineasta produz numa velocidade inigualável. Só em 2001, ele lançou nada menos do que sete filmes, feito que repetiu em 2002. No ano passado, além de SUKIYAKI WESTERN DJANGO, Miike lançou outros três longas. E geralmente mantendo a criatividade e a invenção que também são marcas de seu cinema.
Veja por exemplo o caso destes dois MORRER OU VIVER. Concebidos como as duas primeiras partes de uma trilogia (o filme final ainda não foi lançado comercialmente por aqui), os dois MORRER OU VIVER dividem entre si apenas o título e a dupla de protagonistas, Sho Aikawa e Riki Takeuchi. Só que estes interpretam personagens diferentes em contextos diferentes. Ou seja, não é um mero caso de continuação e sim uma trama original que se aproveita de temas em comum.
O primeiro filme fala sobre uma guerra entre a máfia chinesa e a Yakuza japonesa pelo controle do crime organizado em Shinjuku, bairro barra-pesada de Tóquio. No meio do conflito está Jojima (Aikawa), um tira desesperado para levantar dinheiro para a operação de sua filha, e também o gângster Ryuichi (Takeuchi), que não poupa nada ou ninguém para conseguir seus intentos. A trama, que começa em ritmo alucinante com uma montagem de pura adrenalina que cobre uma série de assassinatos, leva ambos os personagens a um duelo final e (literalmente) apocalíptico. Ao longo da narrativa, Miike mistura sem pudor sentimentalismo dos filmes chineses de John Woo com soluções aproveitadas diretamente de REPO MAN, o cult de Alex Cox.
Já MORRER OU VIVER 2 traz os mesmos atores na pele de outros personagens. Sho (que aqui assina Show) Aikawa faz o alucinado assassino Okamoto enquanto Riki Takeuchi interpreta seu amigo de infância e também matador de aluguel Sawada. Ambos se reencontram ao executarem (ao pé da letra) o mesmo serviço e se mandam para a ilha onde cresceram, onde tem a idéia surreal de aproveitarem o seu ganha-pão para ajudar criancinhas necessitadas. É o bastante para Miike colocar asas de anjo nas costas de cada um mesmo em meio à matança desenfreada. Ainda assim, e apesar dos toques surrealistas se apresentarem logo de cara, é um filme mais caloroso e “humano” que o anterior. Até onde, é claro, que um filme de Miike pode ser chamado de humano.
Ambos os DVDs são desprovidos de extras (trazem só versões em MP4 para serem vistas em players portáteis), mas as transferências são satisfatórias, fazendo jus ao visual estilizado do diretor. Fica faltando a distribuidora disponibilizar o capítulo final desta saga, produzido em 2002.
LANÇAMENTOS EM BLU-RAY DA SEMANA!
13 Outubro, 2008
Nos EUA:
- INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF CRYSTAL SKULL (INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL) – Paramount (com legendas em português)
- THE ULTIMATE MATRIX COLLECTION – Warner (com legendas em português)
- CASINO (CASSINO) – Universal (com legendas em português)
- AMERICAN GANGSTER (O GÂNGSTER) – Universal
- POLTERGEIST: 25TH ANNIVERSARY EDITION (POLTERGEIST, O FENÔMENO) – Warner (com legendas em português)
- MONGOL – New Line
- CONSTANTINE – Warner
- ROMANCING THE STONE (TUDO POR UMA ESMERALDA) – Fox
- THE JEWEL OF THE NILE (A JÓIA DO NILO) – Fox
- EASTERN PROMISES (SENHORES DO CRIME) – Universal
- WAR, INC. – Image
- THE CODE – First Look
- SAVING GOD – Platinum
- STANDART OPERATING PROCEDURE (PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO) – Sony (com legendas em português)
- STUCK – Image
- THE UNIVERSE: THE COMPLETE SEASON 1 – A&E
AURORA
12 Outubro, 2008
A capinha traz uma ostentosa citação de François Truffaut, que declara ser este o filme mais belo do mundo. Não tem como negar. AURORA (SUNRISE – A SONG OF TWO HUMANS, EUA, 1927, Versátil) é uma obra-prima absoluta, um dos filmes mais lindos já realizados. Marcou a estréia nos EUA do alemão F.W. Murnau, realizador de marcos das diversas fases do expressionismo como NOSFERATU, A ÚLTIMA GARGALHADA e FAUSTO. É impressionante o supremo domínio técnico de Murnau, sempre, porém, em favor da criação de um mundo entre o onírico e o real, entre a noite e o dia. Murnau utiliza todos os elementos cinematográficos disponíveis na época (foi o filme mais caro realizado pela Fox até então), de efeitos visuais sofisticadíssimos a movimentos de câmera e iluminação elaborados, e até mesmo o então incipiente som cinematográfico. AURORA foi dos primeiros filmes sonoros da história, sendo a sonoplastia aqui utilizada para dar lastro à atmosfera. Para os diálogos, Murnau lançou mão dos intertítulos comuns no cinema mudo, com exceção de uma breve cena, quando a mocinha está no meio de cruzamento e se ouvem algumas frases ditas pelos motoristas que ali transitam. O casal protagonista também é de primeira. George O’Brien (que faria SANGUE DE HERÓI e LEGIÃO INVENCÍVEL para John Ford) transborda masculinidade e transita com precisão entre o desejo, a afeição e o remorso, no papel de um homem do campo se envolve com mulher da cidade grande, que o convence a assassinar sua esposa. Mas quem brilha mesmo é a maravilhosa Janet Gaynor, a protagonista da primeira versão de NASCE UMA ESTRELA, no papel da doce e dedicada companheira (os personagens não têm nome). Murnau morreria de acidente de carro alguns anos depois, aos 43 anos, dando fim prematuramente a uma carreira marcante. Vencedor de 3 Oscars na primeira premiação da Academia, incluindo o de melhor atriz para Gaynor. Ótima edição, com imagem restaurada, trailer e cenas alternativas (como aquela com o famoso plano seqüência que mostra a caminhada da amante, sem os cortes da versão final). Imprescindível.
AS SESSÕES DE SETEMBRO NO GABINETE!
10 Outubro, 2008
ANTES DA REVOLUÇÃO ««««
(Prima della Rivoluzione, 1964) de Bernardo Bertolucci
BABEL «« ½
(2006) de Alejandro Gonzáles Iñarritu – em Blu-ray
BOM DIA, TRISTEZA ««««
(Bonjour tristesse, 1958) de Otto Preminger
CÃO DANADO «««««
(Nora inu/Stray Dog, 1949) de Akira Kurosawa
O DIVÓRCIO DE MADAME X ««
(The Divorce of Lady X, 1938) de Tim Whelan
2 DIAS EM PARIS «« ½
(2 Days in Paris/2 jour a Paris, 2007) de Julie Delpy
ENCURRALADOS «« ½
(Butterfly on a Wheel, 2007) de Mike Barker
UM DIA A CASA CAI «« ½
(Money Pit, 1986) de Richard Benjamin
UM DIA SEM MEXICANOS «
(A Day Without a Mexican/Un Dia sin Mexicanos, 2004) de Sergio Arau
UM ESTRANHO NA ESCURIDÃO ««« ½
(I See a Dark Stranger, 1946) de Frank Launder
FINAL FANTASY VII – ADVENT CHILDREN «
(2004) de Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue
HOMBRE ««««
(1967) de Martin Ritt
IMPÉRIO DO PAVOR «««
(Horizons West, 1952) de Budd Boetticher
UM LUGAR PARA RECOMEÇAR ««
(An Unfinished Life, 2005) de Lasse Hallström
MARCADO PELA SARJETA ««««
(Somebody Up There Likes Me, 1956) de Robert Wise
MINHA AMIGA FLICKA ««« ½
(My Friend Flicka, 1943) de Harold D. Schuster
MORRER OU VIVER 2 ««« ½
(D.O.A. 2 – Tobosha, 2002) de Takashi Miike
MORTE NO FUNERAL «««
(Death at a Funeral, 2007) de Frank Oz
A MÚMIA «««
(The Mummy, 1999) de Stephen Sommers – em Blu-ray
OLDBOY ««« ½
(2004) de Park Chan-Wook – em Blu-ray
O OURO DE NÁPOLES ««« ½
(L’Oro di Napoli, 1954) de Vittorio De Sica
A OUTRA «
(The Other Boleyn Girl, 2008) de Justin Chadwick – em Blu-ray
ROMASANTA – A CAÇADA DO LOBO ««
(Romasanta – La Casa de la Bestia/Romasanta – The Werewolf Hunt, 2004) de Paco Plaza
OS SETE SAMURAIS «««««
(Shichinin No Samurai, 1954) de Akira Kurosawa
SONHOS «««
(Akira Kurosawa’s Dreams, 1990) de Akira Kurosawa
SORTE NO AMOR «« ½
(Bull Durham, 1988) de Ron Shelton
SUSPEITA ««« ½
(Suspicion, 1941) de Alfred Hitchcock
E a série
FAMÍLIA SOPRANO: 2ª TEMPORADA ««««
HOMEM-ARANHA: A TRILOGIA
10 Outubro, 2008
Os filmes em si não são novidade, os DVDs também não. Entretanto, a iniciativa da Sony de agrupar os três filmes da série HOMEM-ARANHA em uma só caixa serve como um bom presente de Dia das Crianças, já que o preço é bem em conta, ou para atender aqueles que não são lá muito fãs de extras. Afinal, foram incluídos no box apenas os primeiros discos – aqueles com os filme e alguns atrativos – das edições duplas disponibilizadas anteriormente, deixando os respectivos discos de extras principais de fora. Os filmes vêm em luvas slim, aquelas mais fininhas, que cabem melhor em prateleiras lotadas.
De resto, são exatamente as mesmas edições, para o bem e para o mal. Para o mal porque logo o primeiro filme, HOMEM-ARANHA (SPIDER-MAN, EUA, 2002), traz a mesma versão em tela cheia presente na primeira edição do filme no Brasil (porque não colocaram a versão em Superbit?), que deforma os enquadramentos originais elaborados pelo diretor Sam Raimi e que remetem aos quadrinhos de onde saíram as histórias do herói. Os demais episódios não tiveram o mesmo azar, e contam com seus formatos de tela devidamente preservados. Tirando isso, o filme continua divertido, com o mesmo frescor da estréia. É uma história de origem, algo que sempre tem um apelo especial ao público, que se identifica com a trajetória de um sujeito comum que se descobre extraordinário. No caso, o tímido Peter Parker (Tobey Maguire, perfeito), um geek típico, daqueles que ama de longe a menina mais bonita da classe, mas que trava completamente quando tem de trocar duas palavras com ela. A vida de Parker começa a mudar quando este é picado por uma aranha geneticamente modificada e descobre que ganhou poderes de natureza aracnídea como subir pelas paredes, dar saltos imensos, carregar até dez vezes seu peso e, mais impressionante, fabricar a própria teia.
Ter poderes sobrehumanos pode ser o sonho de qualquer adolescente, principalmente daqueles que são preteridos nos times de futebol, mas o problema é que com grandes poderes vêm também grandes responsabilidades. Ou seja, nada de usar os dons em proveito próprio. É o que Parker, agora travestido em Homem-Aranha, vai descobrir às duras penas ao longo desta primeira leva de filmes do herói (duas novas aventuras, também com Raimi e Maguire, já estão em pré-produção). Começando pelo assassinato do tio Ben (o veterano Cliff Robertson), causado em grande parte por um descuido deliberado do herói. A culpa resultante é o que impedirá que o Homem-Aranha se deixe corromper pelos poderes, um tema que ganha contornos mais explícitos no terceiro (e inferior) filme.
Nesta aventura inicial, a seqüência de eventos que leva à descoberta dos poderes é o grande momento do roteiro. É quando Raimi é mais bem sucedido ao capturar o deslumbramento que é ter um evento extraordinário mudando uma vida pacata. De resto, o filme cai no lugar comum do mocinho contra o vilão, um apagado Duende Verde (Willem Dafoe), que já prenunciam o calcanhar de Aquiles da série. As cenas de ação, progressivamente mais grandiosas a cada filme, nunca chegam a emocionar de verdade, por se aproximarem em sua concepção mais do universo dos games e da animação. Não é sempre que o uso extenso de efeitos digitais é combinado de forma satisfatória com os elementos dramáticos, algo que afasta demasiadamente o espectador do aspecto humano dos personagens. Outro problema que eu tenho com a série é que esta privilegia o melodrama em detrimento do aspecto boa-praça do personagem. O Aranha dos quadrinhos, mesmo sofrendo os maiores revezes, sempre mantém o bom humor, contando piadinhas infames enquanto esmurra os vilões, que não sabem se sofrem mais com a pancadaria ou com o senso de humor do herói.
Da trilogia, o episódio que melhor equilibra a ação, os efeitos, o humor e o melodrama é HOMEM-ARANHA 2 (SPIDER-MAN 2, EUA, 2004), que coloca o Aranha contra o Dr. Octopus (Alfred Molina). É onde Sam Raimi parece mais à vontade, talvez pela trajetória do vilão se assemelhar aos dos monstros trágicos do cinema que o diretor tanto adora, monstros que apesar das aparências eram mais tristes que maus de verdade. Esta edição traz a versão exibida no cinema e não aquela estendida, que também foi disponibilizada em DVD como HOMEM-ARANHA 2.1.
Em HOMEM-ARANHA 3, a receita parece desandar. O excesso comanda a empreitada, que não sabe muito bem pra onde quer ir, e que quando vai, acaba por comprometer a cumplicidade do espectador. Excesso de trama, de drama, de humor, de ação, de vilões (o Venom é completamente dispensável)… Ainda assim, é um blockbuster que se serve de idéias, e que se conecta tematicamente com os filmes anteriores, algo raro na produção megalomaníaca dos grandes estúdios.
De qualquer forma, os fãs de verdade da série já devem ter todos os DVDs lançados até agora e, quem sabe, até mesmo as versões em Blu-ray, o que torna esta caixa algo redundante. Mas vai que você tem algum sobrinho bacana para presentear?
ENFIM, SÓS
10 Outubro, 2008
Ufa, terminou ontem a maratona da Mostra do Cinema Japonês. Participar de um evento como este é algo bastante gratificante, como você deve imaginar, mas tem hora que dá vontade de ficar do outro lado, o do público, ou seja, aproveitar ao máximo as exibições, os eventos e as discussões cinéfilas do lado de fora das salas. Claro que sempre sobra um tempinho pra aproveitar a Mostra, mas geralmente são tantos os imprevistos e os problemas que acabam sobrando para cada membro da equipe. Enfim, o saldo é mais do que positivo. Agora é contabilizar o público, prestar as contas e partir para a próxima. Ah, e claro, comemorar, algo que farei hoje num restaurante junto com o resto da equipe (da esquerda pra direita): Maurilio, Adilson, Adriana, eu, Pedrinho, Warley, Kobayashinho (de boné), Pablo, Pedro e Livia.
Masahiro Kobayashi, aliás, está aqui representando os convidados maravilhosos que tivemos o prazer de receber. Luiz Carlos Merten, João Luiz Vieira, Heitor Capuzzo, Rubens Ewald Filho, Cássio Starling Carlos, Helder Quiroga, Sânzio Cânfora, Sergio Alpendre, Jo Takahashi, todos exemplos máximos de cinefilia e comprometimento com a arte.
Com isso, fiquei meio que distante aqui do Gabinete, onde estava mantendo minha meta de postar resenhas de DVDs com certa frequência, algo que irei retomar a partir de hoje, sempre com a opção de link direto com o Submarino, onde você pode consultar os preços e até mesmo adquirir seus títulos. Enfim, sós…


